Tira-dúvidas sobre ultrassom - Agende seu Ultra Som em Osasco pelo tel (11) 3683-6623

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Quantos exames são necessários? Exagerar faz mal? Ele acerta mesmo o sexo do bebê? Reunimos as perguntas mais frequentes das leitoras e consultamos um time de especialistas em medicina fetal para explicar o assunto tim-tim por tim-tim. Aproveite e fique por dentro

Além de mostrar o bebê, para que serve o ultrassom?

Por meio dele, o médico acompanha a posição, os batimentos cardíacos, o crescimento e a formação da criança e descobre se há sinal de malformações e síndromes genéticas, como a de Down. A placenta e o líquido amniótico são analisados, além do comprimento do colo do útero (menos de 2 centímetros indica risco de parto prematuro). “Pela circulação sanguínea, o médico identifica riscos de a mãe desenvolver hipertensão”, afirma o obstetra Carlos Bortoletti, coordenador do Centro de Medicina Fetal do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.
 

Que tipos existem? Quando devo fazer?

A especialista em medicina fetal Rita C. Sanchez, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, explica:
Morfológico: Ele se repete no primeiro e no segundo trimestres – entre a 12ª e a 14ª semana e da 20ª à 22ª. Fornece imagens detalhadas, que possibilitam rastrear síndromes, malformações e doenças congênitas.
Transvaginal: Feito entre a sexta e a 12ª semana, mostra o desenvolvimento e a localização do embrião, descartando o risco de uma gravidez anômala.
Obstétrico: É o mais comum e será repetido várias vezes a fim de confirmar a idade gestacional e acompanhar a evolução do bebê e da placenta.
Ultrassom com doppler: Acontece a partir da 32ª semana e avalia a vitalidade do bebê. Verifica o fluxo de sangue e de oxigênio para o feto e para a placenta. Indica se vai tudo bem com as artérias uterinas – alterações alertam para hipertensão ou pré-eclâmpsia.
3D e 4D: O 3D dá noção de profundidade, o que melhora a nitidez da imagem (nele você vê pela primeira vez as feições do filhote). Já o 4D – ou 3D em tempo real – faz uma varredura contínua do útero, permitindo acompanhar os movimentos do bebê. 
 

O ultrassom diz que estou de seis semanas. Dá para confiar?

Sim. Quando ele é feito no comecinho da gestação (até a 12ª semana), a margem de erro é de apenas 8%. “Para determinar essa idade, medimos o comprimento do feto da cabeça até as nádegas. No primeiro trimestre, o desvio no cálculo é de três a sete dias; no segundo, já pula para de sete a dez dias; e, após a 30ª semana, salta para de duas a três semanas”, diz Sebastião Zanforlin Filho, professor do Centro de Ensino em Ultrassonografia, em São Paulo.
 

Meu médico faz ultrassom em todas as consultas...Esse excesso é prejudicial ao bebê?

Fique tranquila. “As ultrassonografias são usadas desde a década de 1980 e não há comprovação científica de que causem qualquer dano à mãe ou ao feto”.
 

Pequenas malformações, como lábio leporino, aparecem?

Exames morfológicos rastreiam cerca de 90% delas, inclusive lábio leporino. Se necessário, um 3D refina o diagnóstico. “Essa tecnologia não existe só para satisfazer a curiosidade dos pais. Ajuda a detalhar malformações, o que é importante nos casos que exigem intervenção intrauterina ou logo após o nascimento.
 

A partir de quando consigo ouvir o coração do bebê? E descobrir o sexo?

Os batimentos cardíacos são audíveis depois de seis semanas e meia. Já o sexo pode ser visto com segurança por volta da 18ª semana. “Meninos e meninas têm os órgãos genitais iguais até a 11ª semana de gestação. Aí começa um processo de diferenciação, que se estende por cerca de cinco semanas”, explica Zanforlin. 
 

No comecinho, o médico disse que era uma menina e acertou. Como ele descobriu?

A estrutura que dá origem aos órgãos genitais – apêndice ou tubérculo – pode dar a pista do sexo. “Se ela estiver inclinada para cima, há maior probabilidade de ser menino. Para baixo, menina. Mas não dá para confiar. A margem de erro é de até 20%, mesmo nas melhores clínicas e com bons profissionais”, avisa a obstetra Janaína W.C. de Andrade, do Centro de Medicina Fetal, em Passo Fundo (RS).
 

Tem tanta história de sexo identificado errado...O que acontece?

O sucesso depende da nitidez das imagens e da experiência do profissional. Sem falar que o bebê pode estar sempre com as perninhas fechadas, escondendo o sexo. “A visualização também fica prejudicada se a gestante for obesa ou se tiver placenta anterior, excesso de estrias na pele ou de cicatrizes cirúrgicas”, afirma Zanforlin.
 

Por que o primeiro ultrassom é transvaginal? Não há risco de aborto?

No período em que ele é feito, o embrião ainda é muito pequeno para que o ultrassom pélvico capte imagens de qualidade. O transdutor (que emite as ondas sonoras) é protegido por um preservativo e introduzido até mais ou menos a metade da vagina, sem tocar o colo do útero. “Pode haver desconforto no início, mas nenhuma dor durante a realização”, diz Rita.
 

Nem sinal do bebê no meu primeiro ultrassom. O médico pediu para repetir o exame em uma semana. É normal?

Se a gravidez for descoberta muito cedo ou a mãe errar a data da última menstruação para menos, o primeiro ultrassom pode mostrar só o saco gestacional. “O embrião só é identificável a partir da sexta semana. Portanto, o exame deve ser repetido dentro de sete a dez dias”, explica d’Auria. Caso isso se repita no segundo exame, há motivo para suspeitar de gravidez anembrionada, ou “ovo cego”. Nesse caso, exames de urina e de sangue dão positivo, o saco gestacional se forma, mas o bebê não se desenvolve. O problema pode vir de falhas na divisão celular e costuma levar a aborto espontâneo. 
 

Posso antecipar o primeiro ultrassom morfológico?

Não. Ele deve acontecer exatamente entre a 12ª e a 14ª semana. “Antes desse período, não há parâmetros estatísticos para diagnosticar riscos de malformações e síndromes”, adverte Zanforlin.
 

Meu primeiro ultrassom morfológico apontou sinais de síndrome de Down. Mas o diagnóstico não se confirmou. Esse tipo de erro é comum?

Não é exatamente um erro, já que o exame não é conclusivo. Ele apenas indica risco aumentado. Na maioria das vezes, exames feitos depois para tirar a dúvida mostram que o bebê é normal. “Para se ter uma ideia, uma mulher de 35 anos apresenta um risco inferior a 0,5% de conceber um filho com Down. Se a medida da translucência nucal (que avalia o acúmulo de líquido na nuca do bebê) estiver alterada, a probabilidade aumenta cerca de dez vezes, chegando a 5%. Ainda assim, há 95% de chances de o bebê ser normal”, diz Rita. No caso de Down, o exame rastreia também outros sinais, como a ausência do osso nasal e alterações em veias e válvulas cardíacas. A confirmação, porém, depende de exames genéticos, como a biópsia do vilocorial e a amniocentese.
 

É possível algum problema passar despercebido no ultrassom?

A tecnologia evoluiu, mas tem limitações. Dependendo da qualidade da imagem, pequenas anormalidades podem não ser diagnosticadas. Fatores que atrapalham: excesso de peso materno e o fato de a criança ser grande demais ou estar mal posicionada. “Além disso, o ultrassom faz um diagnóstico anatômico. Manchas na pele ou mau funcionamento de órgãos, com exceção do coração, não são detectáveis. Dá para ver se as orelhas do bebê estão formadas, mas não se ele escuta direito”, alerta Zanforlin.
 

Consigo ver meu filho se mexer durante o exame?

Sim. A ultrassonografia produz entre dez e 30 imagens por segundo. “A movimentação da criança fica mais perceptível a partir da oitava semana e é um indicador do bem-estar dela”, afirma Janaína.
 

Como faço para ver o rostinho do meu bebê?

Faça um ultrassom 3D entre a 26ª e a 30ª semana.“Nesse período, a quantidade de líquido amniótico propicia imagens de boa qualidade e o bebê ainda consegue se mover livremente, o que aumenta a chance de conseguir uma boa ‘foto’ da face”, diz Rita.
 

Descobri na 33ª semana que meu filho estava com o cordão enrolado no pescoço. E agora?

Segundo Rita, o cordão enrolado no pescoço (circular cervical) acontece em 30% das gestações e a necessidade de acompanhamento especial depende da posição do bebê, da avaliação do médico, da ansiedade do casal e da quantidade de líquido amniótico.“Em geral, não há perigo de que o pescocinho seja apertado, porque o cordão é envolto por uma espécie de gelatina. O caso exige maior atenção na hora do parto, quando contrações podem comprimi-lo, dificultando a oxigenação da criança”, diz ela. Para afastar riscos, o obstetra irá solicitar ultrassonografias mais frequentese cardiotocografias. Mas fique sossegada: até o último momento, há chances de que o cordão se desenrole com a movimentação natural do seu pequeno.
 
Fonte: http://bebe.abril.com.br/materia/tira-duvida-sobre-ultrassom
 
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